quarta-feira, 20 de maio de 2026
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15 de maio de 2026

Uma nova atualização reafirma a probabilidade de configuração do El Niño nos próximos meses, com impactos que devem ser sentidos também em Santa Catarina.

Em SC, fenômeno pode elevar volume de chuva acima da média na primavera, com maior risco de alagamentos, inundações e deslizamentos

Uma nova atualização reafirma a probabilidade de configuração do El Niño nos próximos meses, com impactos que devem ser sentidos também em Santa Catarina. De acordo com as projeções do Centro de Previsões Climáticas da NOAA, divulgados nesta quarta-feira (14), a tendência é que o fenômeno se estabeleça a partir de junho deste ano e persista pelo menos até o verão de 2026/27.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que vem sendo monitorado ao longo dos últimos meses, é apontado como o principal fator para a evolução do fenômeno. Em Santa Catarina, a preocupação se concentra principalmente no aumento da frequência e intensidade das chuvas.

No primeiro momento, entre o fim do outono e o inverno, a atuação do El Niño deve ocorrer com intensidade fraca a moderada. Já na primavera, os modelos indicam um cenário de intensificação, com possibilidade de atingir níveis fortes a muito fortes.

A estação já é naturalmente marcada por volumes elevados de chuva em Santa Catarina, o que amplia o risco de temporais e episódios de instabilidade mais severa. Com a influência do El Niño, cresce a probabilidade de ocorrência de eventos extremos, como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra no estado.

Fenômeno pode ter impacto desigual dentro do Estado

No “Central do Tempo Podcast”, a professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Rodrigues, destaca que os efeitos do fenômeno não ocorrem de forma uniforme em todo o território catarinense. Ela explica que, embora o El Niño tenha impactos regionais, há variações importantes dentro do próprio estado e até entre municípios próximos.

“Tem eventos que às vezes concentram mais no Alto Vale, por exemplo, às vezes é mais pro Rio do Sul, depois mais para Blumenau. Então isso é muito desses detalhes locais, e aí você só pode fazer a previsão com pouco tempo de antecedência”, afirma.

Monitoramento e necessidade de preparação

Regina também destaca que os modelos climáticos já permitem um acompanhamento mais antecipado da evolução do fenômeno, mas reforça que a definição mais precisa da intensidade só deve ocorrer nos meses que antecedem sua consolidação. Segundo ela, esse período será fundamental para a preparação de medidas de contingência e resposta a possíveis eventos extremos.

Se ela se confirmar para um El Niño forte, a gente já precisa estar preparado, com planos de contingência caso isso ocorra aqui em Santa Catarina, a gente precisa aguardar e, quando houver um alerta de chuva intensa, todo o sistema já deve estar se preparado para uma possível, ‘catástrofe’”, afirma.

Jorginho Mello vai assinar decreto de alerta climático para conter efeitos do El Niño em SC

O governador do estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, deve assinar, na próxima segunda-feira (18), um decreto de alerta climático para mitigar efeitos do “Super El Niño”, previsto para atingir o estado ainda na primavera de 2026.

A inciativa também deve agilizar ações já iniciadas pelo Estado e é uma das medidas previstas para serem executadas de forma imediata caso os prognósticos climáticos se agravem, como em caso de fortes chuvas.

A Defesa Civil reitera que, desde o início da atual gestão, o governo de SC vem executando uma série de investimentos voltados para a prevenção e proteção em casos de mudanças climáticas no estado.

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