Estrangeiras. Segundo informações apuradas pelo portal UOL, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já concluiu a documentação necessária, que agora aguarda a análise final e a assinatura do secretário de Estado, Marco Rubio. O procedimento é idêntico ao adotado recentemente contra grupos como o Cartel de Jalisco Nueva Generación e o Tren de Aragua, e a oficialização no Registro Federal americano deve ocorrer em cerca de duas semanas após o envio ao Congresso.
Essa medida acarreta sanções severas, incluindo o congelamento de bens e ativos financeiros em solo americano, além de impedir que integrantes dessas facções utilizem o sistema bancário dos EUA. Além disso, a designação proíbe qualquer tipo de auxílio material por parte de cidadãos ou empresas dos Estados Unidos e impõe rígidas restrições migratórias, podendo gerar punições até mesmo para empresas que operem em territórios dominados por esses grupos criminosos.
No campo diplomático, a movimentação tem gerado tensões. Enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio direto dos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, para acelerar o processo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil tenta estabelecer um diálogo com Marco Rubio para tratar do assunto.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou contrariedade à medida, argumentando que, embora sejam organizações criminosas perigosas, o PCC e o CV atuam exclusivamente com foco no lucro do narcotráfico, sem as motivações políticas ou ideológicas exigidas para que sejam tecnicamente enquadrados na definição de terrorismo.



