As regras do vale-alimentação e do vale-refeição mudaram e já estão valendo. A maior novidade é que, a partir de agora, o seu cartão não fica mais preso a uma única maquininha. O objetivo é que o trabalhador consiga usar o benefício em qualquer restaurante ou mercado, sem aquela história de o estabelecimento dizer que “não aceita tal bandeira”.
Outra mudança importante foi feita para evitar golpes e calotes. O governo proibiu que as empresas de cartão ofereçam descontos exagerados para as prefeituras e firmas na hora de fechar o contrato. No ano passado, esse tipo de “desconto” causou um problemão com a operadora Face Card em Tubarão e Capivari de Baixo.
Na época, a empresa ofereceu um preço muito baixo para as prefeituras, mas não conseguiu pagar os donos de mercados. O resultado foi que os comerciantes pararam de aceitar o cartão e os servidores ficaram na mão.
Para os donos de lanchonetes e mercados, a taxa que as operadoras cobram também baixou e agora tem um teto de 3,6%. Além disso, o dinheiro das vendas tem que cair na conta do comerciante em no máximo 15 dias. Antes, esse prazo era muito mais longo, o que prejudicava pequenos negócios.
Até o fim do ano, o sistema será totalmente aberto. Isso significa que qualquer cartão de alimentação terá que funcionar em qualquer maquininha de cartão do Brasil.



