O cachorro, que era comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, morreu no início de janeiro após relatos de agressão. O documento de 19 páginas descartou a presença de fraturas no esqueleto, mas ressaltou que isso não anula a hipótese de um traumatismo cranioencefálico, já que esse tipo de lesão nem sempre rompe os ossos.
A perícia também desmentiu informações que circularam em redes sociais sobre um prego ter sido cravado na cabeça do animal, não encontrando vestígios que sustentassem a versão.
Foram identificadas, no entanto, condições crônicas de saúde pré-existentes, como uma infecção óssea na mandíbula e uma doença degenerativa na coluna, ambas típicas da idade avançada do cão e sem relação com o episódio de violência.
O trabalho dos peritos enfrentou limitações devido ao estado avançado de decomposição do corpo, o que impediu a análise de tecidos moles e restringiu o exame à estrutura óssea.
O Ministério Público, que solicitou a exumação e outras 60 diligências complementares após apontar lacunas na investigação inicial da Polícia Civil, agora analisa os novos dados. O caso segue sob segredo de Justiça por envolver adolescentes.
Ouça a notícia



