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29 de abril de 2026

GAECO mira empresários e servidor público em esquema de fraudes em licitações em SC

Operação cumpre 29 mandados e apura cartel, manipulação de licitações e possível participação de servidor público em esquema investigado pelo Ministério Público.

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECOcumpre 29 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (29) em cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em uma investigação que apura suposto esquema de cartel, fraude em licitações e corrupção.

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços residenciais e empresariais em Florianópolis, São José, Paraíso, Garopaba, Indaial, Blumenau, Itajaí, Rio do Sul e também em Getúlio Vargas (RS). Documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais apreendidos passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos.

Operação Ajuste Fino

Batizada de Operação Ajuste Fino, a ação é vinculada a um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Palhoça.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as apurações apontam para um grupo de empresários que teria atuado de forma coordenada para manipular licitações e contratos públicos.

Entre os indícios levantados estão combinação prévia de preços, rodízio entre empresas vencedoras, apresentação de propostas com valores até 70% abaixo do mercado e, em alguns casos, descumprimento dos contratos firmados.

As investigações também apontam uso de documentos falsos para comprovação de capacidade técnica, emissão de notas fiscais irregulares e práticas para simular concorrência, causando prejuízos à Administração Pública.

Servidor público estadual envolvido no esquema

Outro ponto apurado é a suposta participação de um servidor público estadual, investigado por favorecer o grupo em troca de vantagens pessoais.

A operação investiga crimes como associação criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

A ação conta ainda com apoio da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina devido a possíveis ilícitos fiscais relacionados ao caso.

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