Quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação em 2026, seja para moto ou carro, terá que realizar o exame toxicológico.
A exigência, que antes valia apenas para profissionais das categorias C, D e E, agora se estende também às categorias A e B.
A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional e já está em vigor. Apesar da nova regra, muitos candidatos à habilitação ainda têm dúvidas sobre como o exame funciona, quem precisa fazer e quais substâncias são rastreadas.
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), a ampliação da obrigatoriedade para as categorias iniciais deve provocar um aumento estimado em cerca de 60% no total de exames realizados por mês em todo o país.
O exame toxicológico é feito a partir da coleta de cabelos ou pelos corporais. A análise consegue identificar o uso de substâncias mesmo após um período prolongado. Quando a coleta é feita em pelos de braço, perna, tórax ou axila, a janela de detecção chega a 180 dias. Nos cabelos, o período identificável é de 90 dias.
Entre as principais substâncias rastreadas pelo exame estão cocaína, opiáceos, anfetaminas e maconha. Essas são as drogas mais comumente detectadas nos testes realizados em candidatos e condutores.
Conforme informações da Latox (Laboratórios Associados em Toxicologia), o valor do exame varia entre R$ 100 e R$ 160, dependendo da região do país. O custo é de responsabilidade do candidato e se soma às demais taxas do processo de habilitação.
A orientação para quem vai iniciar o processo da primeira CNH em 2026 é procurar um laboratório credenciado e agendar o exame toxicológico antes de dar entrada no Detran. O procedimento é considerado etapa obrigatória e sem ele o processo de habilitação não avança.



