quinta-feira, 11 de junho de 2026
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30 de maio de 2026

Ebola volta a preocupar autoridades de saúde após caso confirmado em São Paulo

O paciente de 37 anos internado com suspeita de contaminação pelo vírus Ebola estava em estado grave.

Uma das doenças mais letais do mundo voltou a chamar a atenção das autoridades sanitárias após a confirmação de um caso suspeito sob investigação em São Paulo. O alerta reacendeu o debate sobre a vigilância epidemiológica e a importância do monitoramento de doenças altamente infecciosas.

O paciente de 37 anos internado com suspeita de contaminação pelo vírus Ebola estava em estado grave quando foi atendido em São Paulo, afirmou o Ministério da Saúde. Neste sábado (30/5), o governo paulista confirmou que investiga o caso suspeito e que o homem está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência para doenças infecciosas no estado.

Segundo o ministério, o paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo (RDC), país com áreas de transmissão do vírus. Já em São Paulo, ele foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária.

“Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação“, informou a pasta.

Com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais, as autoridades adotaram o protocolo previsto no Plano de Contingência Nacional, incluindo isolamento do paciente e início da investigação epidemiológica e laboratorial. O trabalho é conduzido de forma conjunta pelas equipes de vigilância em saúde dos governos federal, estadual e municipal.Até o momento, não foi possível confirmar a província de origem do paciente na República Democrática do Congo, informação importante para a avaliação do risco epidemiológico.

Apesar da suspeita, as autoridades sanitárias ressaltam que o risco de introdução da doença no Brasil permanece baixo, já que o país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação e o manejo oportuno de casos suspeitos. A ausência de histórico de tranmissão e de voos diretos para regiões afetadas também são considerados.

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