A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, com ações em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, sendo que 13 já haviam sido cumpridos até a última atualização.
Esquema bilionário e principais alvos
As investigações apontam que as fraudes podem ultrapassar R$ 500 milhões. Entre os alvos estão:
- Rafael Góis, alvo de busca e apreensão
- Luiz Rubini, ex-sócio do grupo
O Grupo Fictor atua em áreas como alimentos, serviços financeiros e infraestrutura, e já havia sido citado em episódios envolvendo o Banco Master.
Como funcionava o esquema
Segundo a PF, o grupo operava por meio de um sistema estruturado de fraudes financeiras que incluía:
- Cooptação de funcionários de instituições financeiras
- Inserção de dados falsos em sistemas bancários
- Saques e transferências indevidas
- Uso de empresas de fachada para ocultar recursos
Após as fraudes, os valores eram convertidos em bens de alto valor e até em criptomoedas, dificultando o rastreamento.
Ligação com o crime organizado
As apurações também indicam que o esquema teria sido utilizado tanto por empresários quanto por integrantes do Comando Vermelho, ampliando a gravidade do caso ao envolver possível conexão com o crime organizado.
Medidas judiciais e bloqueio de bens
A Justiça Federal de São Paulo autorizou:
- Bloqueio e sequestro de bens até R$ 47 milhões
- Apreensão de imóveis, veículos e ativos financeiros
- Quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de investigados
Origem da investigação
A Operação Fallax teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema voltado à obtenção de vantagens ilícitas. As investigações revelaram uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas e uso de mecanismos sofisticados para lavagem de dinheiro.
Crimes e penas
Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles:
- Organização criminosa
- Estelionato qualificado
- Lavagem de dinheiro
- Gestão fraudulenta
- Corrupção ativa e passiva
- Crimes contra o sistema financeiro nacional
Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Posicionamento da defesa
A defesa de Luiz Rubini informou que não teve acesso prévio ao processo e que irá se manifestar oportunamente. Já o Grupo Fictor foi procurado, mas ainda não respondeu até o momento.
Síntese
A Operação Fallax revela um esquema complexo e de grande escala, envolvendo fraudes milionárias, lavagem de dinheiro e possível ligação com o crime organizado. A ação da Polícia Federal busca interromper as atividades do grupo e responsabilizar os envolvidos em um dos casos mais relevantes recentes de crimes financeiros no país.



