quarta-feira, 25 de março de 2026
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25 de março de 2026

CEO da Fictor é alvo da PF em operação contra fraudes de R$ 500 milhões

Operação Fallax investiga fraudes contra a Caixa e lavagem de dinheiro. Até agora, 13 mandados de prisão preventiva foram cumpridos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, com ações em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, sendo que 13 já haviam sido cumpridos até a última atualização.


Esquema bilionário e principais alvos

As investigações apontam que as fraudes podem ultrapassar R$ 500 milhões. Entre os alvos estão:

  • Rafael Góis, alvo de busca e apreensão
  • Luiz Rubini, ex-sócio do grupo

O Grupo Fictor atua em áreas como alimentos, serviços financeiros e infraestrutura, e já havia sido citado em episódios envolvendo o Banco Master.


Como funcionava o esquema

Segundo a PF, o grupo operava por meio de um sistema estruturado de fraudes financeiras que incluía:

  • Cooptação de funcionários de instituições financeiras
  • Inserção de dados falsos em sistemas bancários
  • Saques e transferências indevidas
  • Uso de empresas de fachada para ocultar recursos

Após as fraudes, os valores eram convertidos em bens de alto valor e até em criptomoedas, dificultando o rastreamento.


Ligação com o crime organizado

As apurações também indicam que o esquema teria sido utilizado tanto por empresários quanto por integrantes do Comando Vermelho, ampliando a gravidade do caso ao envolver possível conexão com o crime organizado.


Medidas judiciais e bloqueio de bens

A Justiça Federal de São Paulo autorizou:

  • Bloqueio e sequestro de bens até R$ 47 milhões
  • Apreensão de imóveis, veículos e ativos financeiros
  • Quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de investigados

Origem da investigação

A Operação Fallax teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema voltado à obtenção de vantagens ilícitas. As investigações revelaram uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas e uso de mecanismos sofisticados para lavagem de dinheiro.


Crimes e penas

Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles:

  • Organização criminosa
  • Estelionato qualificado
  • Lavagem de dinheiro
  • Gestão fraudulenta
  • Corrupção ativa e passiva
  • Crimes contra o sistema financeiro nacional

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.


Posicionamento da defesa

A defesa de Luiz Rubini informou que não teve acesso prévio ao processo e que irá se manifestar oportunamente. Já o Grupo Fictor foi procurado, mas ainda não respondeu até o momento.


Síntese

A Operação Fallax revela um esquema complexo e de grande escala, envolvendo fraudes milionárias, lavagem de dinheiro e possível ligação com o crime organizado. A ação da Polícia Federal busca interromper as atividades do grupo e responsabilizar os envolvidos em um dos casos mais relevantes recentes de crimes financeiros no país.

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