Uma ocorrência grave e cercada de questionamentos mobiliza autoridades em São João Batista, no Vale do Rio Tijucas. Um bebê de aproximadamente dois meses morreu na madrugada desta segunda-feira (4), após horas em parada cardiorrespiratória enquanto estava sob os cuidados de uma babá.
O caso agora é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina como omissão de socorro com resultado morte e maus-tratos.
⏱️ Atendimento e demora no socorro
De acordo com a Polícia Militar de Santa Catarina, a ocorrência teve início após acionamento via Copom para atendimento no Hospital Monsenhor José Locks, onde o bebê chegou já sem प्रतिक्रिया.
A primeira ligação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi feita por volta das 3h50. Inicialmente, o chamado foi tratado com desconfiança pela central, devido ao comportamento inadequado da comunicante, que ria durante o contato.
Em uma segunda ligação, uma médica do SAMU realizou videochamada e confirmou que o bebê estava em parada cardiorrespiratória. A partir daí, foram repassadas orientações imediatas para tentativa de reanimação.
A estimativa da equipe é de que a criança já estivesse em parada há cerca de 20 minutos no momento do primeiro contato.
🚑 Socorro e chegada ao hospital
Mesmo com o hospital localizado a cerca de cinco minutos da residência, na região da Ribanceira do Sul, o bebê não foi levado diretamente pelos responsáveis.
A equipe do SAMU se deslocou até o local, iniciou as manobras de reanimação e realizou o transporte até a unidade hospitalar.
O bebê deu entrada por volta das 5h15, já em estado crítico. Após mais de 45 minutos de tentativas de reanimação, o óbito foi confirmado às 5h30.
🩺 Quadro clínico preocupante
Segundo o médico responsável pelo atendimento, a criança apresentava sinais graves:
- Ausência de reflexos e प्रतिक्रिया
- Pupilas dilatadas e não reagentes
- Resfriamento corporal
- Parada em assistolia (sem atividade cardíaca)
Além disso, foram observados indícios de desnutrição proteico-energética, como:
- Gradil costal exposto
- Baixo peso
- Mucosas ressecadas
- Presença de prega cutânea
O bebê também possuía fenda palatina, condição que pode dificultar a alimentação e aumentar o risco de broncoaspiração — apontada como possível causa da parada, ainda a ser confirmada por perícia da Polícia Científica.
⚠️ Relato da equipe do SAMU chama atenção
Durante o atendimento, os socorristas relataram à polícia um comportamento considerado incomum por parte dos adultos presentes na residência.
Segundo o relato, havia aparente falta de preocupação com a situação do bebê, com maior atenção a questões cotidianas, como preparo de café e compromissos de trabalho.
A mãe não demonstrava interação com a criança naquele momento, e a cuidadora, assim como outras pessoas na casa, apresentava comportamento descrito como excessivamente calmo diante da gravidade.
🗣️ Versões apresentadas
À polícia, a mãe informou que estava trabalhando no período noturno e havia deixado o filho sob responsabilidade da babá, como já ocorria anteriormente. Disse que foi avisada por volta das 4h e só soube da gravidade ao chegar ao hospital.
A cuidadora relatou que acordou por volta das 3h50 para alimentar o bebê e percebeu que ele já estava frio. Segundo ela, acionou o SAMU e seguiu as orientações repassadas por videochamada até a chegada da equipe.
🔍 Investigação em andamento
A Polícia Civil segue apurando o caso, que envolve possíveis falhas graves no cuidado com a criança. A perícia deve esclarecer a causa exata da morte e se houve negligência ou outros fatores determinantes.
O caso gera comoção e levanta um alerta importante sobre a responsabilidade no cuidado de recém-nascidos, especialmente em situações que exigem atenção constante e acompanhamento adequado de saúde.
⚖️ A investigação continua, e novas informações devem surgir nos próximos dias.



