A brutal agressão que matou o cachorro Orelha na Praia Brava, em Santa Catarina, continua repercutindo no país inteiro. Agora, além da comoção nas redes, o caso avança na Justiça: a Polícia Civil pediu a apreensão do passaporte do adolescente apontado como autor do ataque, e o Ministério Público do estado deu parecer favorável. A medida quer garantir que o jovem permaneça no Brasil enquanto responde pelo ato infracional.
O inquérito aponta que Orelha sofreu forte pancada na cabeça na madrugada do dia 4 e morreu no dia seguinte, em consequência das lesões. Imagens de câmeras mostram o adolescente saindo de casa por volta das 5h25 e voltando meia hora depois, período em que a agressão teria ocorrido. Segundo a investigação, ele já teria se envolvido em outras infrações na região antes da morte do cão. ![]()
Antes de retornar ao país, o rapaz chegou a viajar para os Estados Unidos e foi interceptado ao desembarcar em 29 de janeiro. No depoimento, apresentou versões consideradas contraditórias pela polícia, negando ter saído do condomínio no horário das imagens. Além da internação socioeducativa pedida para o jovem, três adultos foram indiciados por suposta coação de testemunhas.
A defesa divulgou vídeo em que Orelha aparece andando depois do horário das agressões, tentando contestar a linha do inquérito. A delegada responsável lembra, porém, que nunca afirmou que o cão teria sido espancado “até a morte” naquele momento: a violência da madrugada desencadeou o quadro que levou ao óbito no dia seguinte. Para além da disputa jurídica, o caso reacende o debate sobre maus‑tratos, responsabilização de menores e cultura de impunidade contra animais.



