Prefeitura nega pagamento antecipado e diz que colaborará com as apurações
O Ministério Público de Santa Catarina abriu um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nas contratações de shows para a 22ª Festa do Vinho de Urussanga, prevista para agosto de 2026. Entre os indícios estão dano ao erário, falta de transparência e sobrepreço, como no caso do cantor Armandinho, contratado por R$ 220 mil, enquanto a média de mercado apontada pelo próprio município era de R$ 168,9 mil.
O MP também questiona o contrato da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, no valor de R$ 650 mil, cujo documento de exclusividade da empresa contratada venceria em junho, dois meses antes do show. Além disso, aponta falhas na comprovação de representação da banda Papas da Língua e ausência de informações sobre taxas de intermediação, o que impede a verificação do uso correto dos recursos públicos.
A Prefeitura de Urussanga nega ter feito qualquer pagamento antecipado e afirma que apenas bloqueou os valores orçamentários. O assessor jurídico Ramirez Zomer disse que o município colabora com as investigações e, se necessário, fará correções nos procedimentos, mas sustenta que não houve superfaturamento.



