quinta-feira, 21 de maio de 2026
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19 de maio de 2026

Prefeito de SC é preso em operação que investiga esquema de corrupção e fraudes em licitações no estado

Ação do MPSC cumpre 37 mandados e apura suspeita de organização criminosa, lavagem de dinheiro e pagamento de propina em contratos públicos

Uma operação realizada na manhã desta terça-feira (19) prendeu seis pessoas preventivamente, entre elas um prefeito e empresários, durante uma investigação que apura suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em municípios de Santa Catarina.

Ao todo, também foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos em cidades de Santa Catarina e em Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a ação faz parte da Operação Regalo e ocorre nos municípios de Balneário Piçarras, no Litoral Norte, e São João Batista, na Grande Florianópolis, além de outras cidades catarinenses.

Entre os presos preventivamente está o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), além de empresários e servidores investigados no esquema. A Prefeitura de Balneário Piçarras informou, em nota, que colabora integralmente com as investigações, mas não comentou especificamente sobre a prisão do chefe do Executivo.

De acordo com o MPSC, a operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e tem como objetivo aprofundar a coleta de provas relacionadas a contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos firmados no município e também em São João Batista.

A Justiça determinou o bloqueio de valores e o cumprimento de medidas de busca e apreensão contra agentes políticos, servidores e ex-servidores. Somente em Balneário Piçarras, os investigados teriam recebido cerca de R$ 485,9 mil em propina, segundo o MPSC.

A Prefeitura de São João Batista também informou, em nota, que colabora com as autoridades e que os mandados se referem a processos e contratos vinculados à gestão anterior, entre 2021 e 2024.

As investigações começaram em 2024 e seguem sob sigilo. Segundo o Ministério Público, há indícios de atuação estruturada de um grupo político e empresarial, com divisão de tarefas e pagamento de propina vinculada a contratos públicos.

Os mandados foram cumpridos em Balneário Piçarras, São João Batista, Timbó, Biguaçu, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colider (MT).

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