Uma das dúvidas mais comuns em relação ao preparo do feijão é: deixar de molho ou não? Segundo a nutricionista Cibele Santos, a prática não só é essencial, como também exige descartar a água do remolho.
De acordo com a profissional, o feijão tem “antinutrientes” chamados fitatos e oxalatos que servem como uma proteção natural da semente. O corpo humano, entretanto, “não os tolera”.
“Essas substâncias impedem a absorção de minerais essenciais, como ferro, cálcio e zinco. Então, ao jogar a água fora, você elimina parte desses antinutrientes”, explica Cibele

Incluir folha de louro no preparo potencializa o sabor do feijão
Além disso, o feijão apresenta oligossacarídeos (carboidratos complexos) que o corpo não consegue digerir totalmente. “Quando chegam ao intestino grosso, as bactérias fazem a fermentação, o que causa os famosos gases, flatulência e sensação de estufamento.”
Nestes casos, a solução para reduz drasticamente esses compostos é o remolho de 8 a 12 horas seguido do descarte da água.

“O remolho garante um cozimento mais uniforme, além de ajudar a economizar gás/energia, pois o grão hidrata e cozinha muito mais rápido”, afirma a nutricionista.
Vale ressaltar: jogar a água fora não tira as vitaminas, apeneas uma quantidade mínima e irrelevante perto do benefício de conseguir absorver o ferro e o zinco que ficariam “bloqueados” pelos fitatos, diz Cibele Santos.



