domingo, 22 de março de 2026
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18 de março de 2026

Prefeitura de SC vai pagar R$ 300 por mês para quem largar o Bolsa Família e conseguir emprego

O programa inverte essa lógica. Quem está no Bolsa Família e ingressa no mercado de trabalho formal recebe do Município um auxílio temporário

Prefeitura de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aprovou um programa municipal que paga até R$ 300 por mês para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego formal. O Promove, como foi batizado, já passou pela Câmara de Vereadores e está em fase de implantação.

A iniciativa é do prefeito Vaguinho Espindola, que ganhou repercussão nacional em julho de 2025 ao passar quase 24 horas disfarçado como morador de rua pelas ruas de Criciúma. Na ocasião, o prefeito usou maquiagem, barba falsa e roupas surradas para circular por praças e semáforos da cidade sem ser reconhecido. Chegou a passar ao lado da própria esposa e dos filhos, que não o identificaram. A experiência, registrada em vídeo e publicada nas redes sociais, viralizou em todo o Brasil e foi o ponto de partida para uma série de medidas voltadas ao combate à extrema pobreza e à população em situação de rua no município.

Agora, com o Promove, Vaguinho mira outro lado do problema. Segundo o prefeito, o Bolsa Família, da forma como funciona hoje, penaliza quem consegue trabalho.

“Hoje, o beneficiário que consegue emprego formal corre o risco de perder o benefício. Na prática, o sistema desestimula quem trabalha. O resultado é que muita gente prefere permanecer no Bolsa Família, ao invés de ter a carteira assinada ou buscar uma qualificação para ganhar mais”, afirmou Espindola.

O programa inverte essa lógica. Quem está no Bolsa Família e ingressa no mercado de trabalho formal recebe do Município um auxílio temporário de até R$ 300 por mês, durante seis meses, enquanto faz a transição. Para isso, o beneficiário precisa manter o vínculo empregatício e frequentar curso de qualificação profissional reconhecido pela Prefeitura.

“Tem começo, tem meio e tem fim. O Promove é uma ponte. É dinheiro público usado para gerar autonomia, não dependência”, disse o prefeito.

O programa prevê até mil famílias atendidas. Para participar, é necessário estar inscrito no CadÚnico, ser beneficiário do Bolsa Família na regra de transição e comprovar inscrição em ações de qualificação. A elaboração do Promove envolveu as secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Assistência Social, a Controladoria Geral e a Procuradoria Geral do Município.

A aprovação do programa reforça a postura da gestão de Vaguinho Espindola, que desde a experiência como morador de rua tem priorizado políticas voltadas à geração de autonomia para a população vulnerável de Criciúma.

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