O que deveria ser o penúltimo passo rumo ao diploma de Odontologia transformou-se em uma batalha jurídica para os alunos do nono semestre da Fucap, em Capivari de Baixo.
Matriculados no turno noturno, os estudantes foram surpreendidos com uma nova organização de horários que distribui os estágios obrigatórios e práticas clínicas ao longo do período diurno durante toda a semana útil.
A mudança rompe com o modelo de semestres anteriores, onde as atividades práticas eram concentradas em dias específicos, permitindo que os acadêmicos mantivessem seus empregos.
A defesa dos alunos argumenta que a nova configuração torna inviável a permanência no curso, já que a maioria depende do trabalho para custear as mensalidades e despesas pessoais.
O impasse saiu da esfera administrativa e agora aguarda decisão judicial. O ponto central da disputa não é a obrigatoriedade do estágio — inerente à área da saúde —, mas a quebra da previsibilidade da rotina acadêmica e a falta de investimento em infraestrutura, que, segundo os alunos, não comportaria todas as turmas no período noturno.
✖️ O que dizem as partes
Os alunos sustentam que a expectativa de horários foi consolidada pela prática de anos anteriores.
A mudança brusca na penúltima matrícula fere o direito à informação e o planejamento profissional dos estudantes, que se organizaram com base em um curso ofertado como noturno.
- A Fucap afirma que os estágios seguem as Diretrizes Curriculares Nacionais e dependem do horário de funcionamento de unidades básicas de saúde e clínicas-escola.
- A universidade defende sua autonomia pedagógica para organizar o calendário conforme as necessidades técnicas da profissão.



